Coletivação


 

No Iluminando de hoje, vamos conhecer a história do Coletivação através do seu idealizador, Otávio Damichel.

AGINDO COMO IGREJA

Ser uma igreja que atenda as demandas do agora: acredito que esse seja nosso maior desafio como juventude. E entender que como cristãos precisamos responder o nosso chamado individual também, com isso não tiro a responsabilidade de uma liderança de promover ações de justiça, mas digo que sua responsabilidade não se limita somente ao que sua igreja faz como igreja, mas aquilo que você faz como igreja.

Em 2013 decidi levar os jovens da minha igreja pras ruas de Brasília – DF, atendendo ao grito que dela vinha, como um pedido de atenção. Eu sabia que não seria pioneiro de nada e que outras frentes já olhava para moradores de rua, prostitutas e usuários de crack, porém a necessidade gritante de contato não era apenas da rua para conosco, mas de nós para com a rua. Acreditei que uma dose de realidade poderia mudar não apenas a vida daqueles que eu atendia, mas principalmente a nossa, que servia aquelas pessoas.

Foi assim, em Abril de 2013 que nasceu o projeto Missão de Rua que sai todas as sextas-feiras às 23h no centro da cidade de Taguatinga – DF para contato com moradores de rua e usuários de crack ouvindo suas histórias, alimentando-os, levando a boa nova e dando a chance de tira-los da rua.

Após dois anos de trabalho focado em moradores de rua, decidimos criar uma organização de sem fins lucrativos que pudesse abranger não apenas o trabalho com moradores de rua, mas também algumas inciativas na comunidade do Sol Nascente, maior favela da América Latina, situada na cidade de Ceilândia – DF. A Coletivação, assim a batizamos, hoje promove 3 projetos simultâneos: Missão de Rua, Projeto Renascer que atende crianças do Sol Nascente com aulas de canto-coral e Vovô Coletivo, projeto que visita casas de acolhimento à idosos na cidade.

Os projetos para o futuro da Coletivação são muitos, somos um pequeno grupo de gente que sonha com o Reino, que é motivada pela vontade de servir. Com a criação da organização, os projetos passaram a ser interdenominacionais, já que parte efetiva do nosso grupo não pertencia a igreja onde atuo.

Como líder de jovens, acredito que meu papel principal seja proporcionar oportunidade de servir. A linha é tênue entre explanar a visão e colocar sua missão (enquanto indivíduo) como a absoluta, portanto procuro cuidar para que os jovens que caminham ao meu lado tenham a oportunidade de atender ao seu chamado, que muitas vezes não tem a ver com o que eu faço, porém nunca deixo de lado a expectativa de que nos projetos paraeclesiásticos que estou a frente, minha galera esteja comigo.

Me pergunto até quando caminharemos em um nível raso com a juventude cristã brasileira, pautada em eventos e sustenta por entretenimento, frustrando líderes que dedicam a vida em oração e estudo da palavra e que sempre perdem para a conferência com celebridade gospel. Precisamos traçar um objetivo enquanto igreja jovem: Iremos revolucionar ou nos adaptar?

O bom tempo que você passa nos cultos dominicais e aulas de EBD, devem ser o principal impulso para que você saia da igreja, mas saia para resgatar vidas e não para se perder com elas. Não posso mais olhar para vocês e dizer que “música do mundo” é pecado com medo da atitude leviana após a minha fala, quero ter a certeza que vivemos um geração que é sal e que é luz onde quer que esteja.

Ou você compartilha o conhecimento adquirido sobre Cristo ou morrerá obeso de tanto se alimentar da palavra e não exercita-la. Portanto mova-se!

Otávio Damichel

Idealizador da Coletivação / Líder da rede D’Jovens

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